quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Segundo Casamento

Segundas Núpcias
Tão especial como se fosse a primeira vez
De optimismo renovado, um segundo casamento pode e deve ser especial. Deixamos-lhe aqui algumas ideias para transformar este dia numa celebração inesquecível e carregadinha de simbolismo.
Porque todos merecemos uma segunda oportunidade e porque agora é que é a sério, estamos mais experientes, mais maduros, não vamos repetir os mesmos erros, etc; a celebração de um segundo casamento pode e deve ser especial, como se fosse o único!
O antigo estigma já lá vai, não há razão para não festejar este primeiro dia do resto das vossas vidas. Independentemente do que ficou para trás, este é o início de uma nova e determinante fase, que merece ser assinalado com champanhe e alegria.


Casamento religioso
A Igreja Católica não reconhece o divórcio. Só poderá subir ao altar duas vezes em caso de viuvez ou anulação do primeiro casamento. Mas, se a primeira união tiver sido apenas civil, não existe impedimento para que a segunda seja religiosa (ao olhos da Igreja, esse primeiro casamento não existiu). Mas, atenção: se este for o primeiro casamento religioso apenas para um dos nubentes, nada feito. Mesmo que você seja solteira, não poderá casar pela Igreja com alguém que, mesmo divorciado, já tenha anteriormente trocado os votos deste sacramento.

Se, não estando em condições de casar pela Igreja, fizer mesmo questão de dar uma dimensão religiosa à boda e for flexível na escolha do credo, considere a hipótese de casar pelos costumes de outra fé. Há quem viaje até ao Pacífico para desposar segundo os rituais polinésios. Outros preferem pronunciar os votos de casamento hindús. Pode mesmo recorrer aos serviços de sacerdotes de antigas religiões celtas...

Casamento no registo
Exotismo à parte, nada obriga a que um casamento pelo civil se limite à assinatura de um contrato numa conservatória. É possível celebrar um casamento emotivo e carregado de simbolismo, mesmo sem a bênção de um sacerdote:
Combine com antecedência com o representante do registo civil os pormenores mais prosaicos como o pagamento dos emolumentos (para evitar que surjam durante cerimónia e quebrem o encanto do momento)
Escreva os seus próprios votos (em breve, o Dias Felizes publicará um artigo inteiramente dedicado a este ponto. Fique atento!)
Convide os padrinhos para dizer algumas palavras durante a cerimónia (por exemplo, explicar porque acreditam que a vossa união vai resultar) ou um casal mais velho para testemunhar o segredo de um casamento feliz e duradouro.
Inclua algum gesto ou rito tradicional que lhe seja caro, para dar sorte ou simplesmente porque sim.
Peça a um amigo ou familiar para declamar um poema adequado à ocasião.
Escolha criteriosamente a música (gravada ou ao vivo) que tocará à entrada, no decorrer e no final da cerimónia. Não tem necessariamente que ser música clássica (que tal a canção ao som da qual começaram a namorar?)


Os meus, os teus e os nossos
Nestas situações, é frequente existirem filhos de anteriores casamentos. Em alguns casos, podem existir também filhos da presente relação. Este novo e alargado conceito de família pode provocar embaraços. Não tem que ser assim, sobretudo num dia consagrado à felicidade. No que diz respeito a crianças e adolescentes, o segredo é envolvê-los a todos, para que, em vez de excluídos, se sintam imprescindíveis e especiais. Algumas ideias:
Peça-lhes que concebam os convites ou as lembranças para os convidados (sai barato, original e enternecedor).
Ajude-os a ensaiar uma canção, uma dança ou algo que possa ser exibido durante a festa.
As crianças mais pequenas podem levar as alianças, as pétalas e o arroz.
As meninas com mais de 10 anos podem ser damas de honor. Mande fazer vestidos especiais, com algo em comum com o vestido de noiva. Elas vão adorar!
Os rapazes mais velhos podem ser padrinhos e as raparigas mais velhas, madrinhas.
Se a noiva tem um filho maior de três anos, ele pode conduzi-la ao altar ou à mesa do registo; Se o noivo tem uma filha maior de três anos, ela pode conduzi-lo ao altar ou à mesa de registo.